Pastor da Hillsong questiona se a igreja está realmente pregando o Evangelho aos necessitados

Pregar o Evangelho de Jesus Cristo para quem precisa não é uma opção para o cristão, mas sim um dever. Apesar disso, muitas igrejas estão deixando de enfatizar essa necessidade e, consequentemente, milhares de pessoas que vivem sem Deus continuam carentes de ouvir a única Verdade que liberta.

Com base nisso, o pastor Brian Houston, da Igreja Hillsong em Sydney, Austrália, fez algumas observações, questionando se realmente estamos apresentando Jesus Cristo para às pessoas. Seu alerta surgiu após observar um grupo de Hare Krishnas cantando em uma rua dos Estados Unidos.

“Uma coisa que sabemos é que é muito penoso estar ao sol cantando a um deus falso”, disse Houston durante a turnê “There Is More”, onde ele e a Hillsong Worship estiveram presentes. O pastor destacou a disposição dos Hare Krishnas de ficar sob sol forte, demonstrando que isso é a necessidade de Deus, informou o Christian Post.

“Acho que é assim que acontece às vezes. As pessoas precisam de Jesus, mas será que estamos mostrando a elas?”, perguntou ele. “Eu acho que eles estão nisso por um bom tempo. Vamos continuar orando pelas pessoas para que elas possam encontrar Jesus. Ele é o autor e consumador da nossa fé”.

Falta de evangelismo

Quem também alertou sobre a necessidade do evangelismo voltar a ser prioridade nas igrejas foi o teólogo e escritor pentecostal Gutierres Siqueira. Ele disse conhecer igrejas que não evangelizam há seis meses.

“Há igrejas que tem seis meses que não produzem um evangelismo numa praça, nada!”, disse o autor, em uma entrevista para a TV CPAD, no programa Geração JC. Siqueira destacou que os pentecostais precisam buscar sua real identidade, visando a unção espiritual como capacitação para o serviço no Reino de Deus.

“Se a gente voltar a essa raiz pentecostal de enfatizar ‘eu preciso buscar o poder do alto’, não o poder pelo poder, mas o poder para testemunhar do Evangelho, a gente vai voltar a ser uma igreja mais crescente, mais dinâmica, como a gente sempre foi na nossa história”, disse ele.
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